Um saco de nada. A primeira pessoa que eu entrevistei naquela manhã cinzenta disse num tom arrogante e quase indulgente “O senhor sabe com quem está falando?! Eu sou um brigadeiro!”.
Meu notibuco congelou. Tive vontade de lhe responder:
“pois e daí, meu senhor!?
Eu sou um quindim. Qual o seu problema?”
mas ele não mereceria ouvir isso.
A dona Leda chegou.
Djoul é super sistemático. Todos os dias, pontualmente às 16 horas, descasca e come sua própria banana,
andando de um lado ao outro no corredor do escritório, para que todos possam admirá-lo, e pensar "Como é politicamente correto o bom Djoul! Como se alimenta bem!".
Eu, por outro lado, vivo sempre com azia. Almocei uma pratada de polenta no Tempero Maneiro e depois ainda passei pelo Pão de Queijo Mineiro da José Paulino e pedi um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Qual pedaço, o senhor quer? Perguntou a senhora de cabelos pretos e óculos de professora. Aquele! Aquele! respondi-lhe afoito, apontando para um pedaço maior. O mais grandão! O da ponta da forma retangular, e que, por isso, tem dois lados com a tal cobertura, ao invés de apenas um como os demais. Porque eu sou um retardado, mas não um idiota. Pelo mesmo preço, uma dose extra de chocolate. Saí de lá sorrindo, e contornei a quadra do Palácio da Justiça, onde na praça em frente vários desocupados, com tatuagens nas costas, tomavam banho de sol. Todas as vezes que ardia eu saía ao sol e acendia um cigarro Kerr.
Eu, por outro lado, vivo sempre com azia. Almocei uma pratada de polenta no Tempero Maneiro e depois ainda passei pelo Pão de Queijo Mineiro da José Paulino e pedi um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Qual pedaço, o senhor quer? Perguntou a senhora de cabelos pretos e óculos de professora. Aquele! Aquele! respondi-lhe afoito, apontando para um pedaço maior. O mais grandão! O da ponta da forma retangular, e que, por isso, tem dois lados com a tal cobertura, ao invés de apenas um como os demais. Porque eu sou um retardado, mas não um idiota. Pelo mesmo preço, uma dose extra de chocolate. Saí de lá sorrindo, e contornei a quadra do Palácio da Justiça, onde na praça em frente vários desocupados, com tatuagens nas costas, tomavam banho de sol. Todas as vezes que ardia eu saía ao sol e acendia um cigarro Kerr.
Há uma parte da
questão sobre a qual não podemos falar; ou melhor, a respeito da qual não
adianta nada a gente ficar aqui discutindo, expondo, verbalizando; porque, assim,
não chegaremos a nada, a nenhuma resposta bifurcada, a nenhuma conclusão que satisfaça seu ego.
Há sempre uma parte do problema que, neste campo intelectivo, parece não ter mesmo solução, porquanto está encravada na própria realidade, no cerne da experiência existencial, sendo impossível daí ser abstraída e retratada como uma Maria-mole, mas apenas vivida, experimentada - porque, falar sobre esse problema específico, entendê-lo, explicá-lo, justificá-lo, seria uma coisa ligada à mente, você está me entendendo? E viver esse problema específico é outra coisa completamente diferente - porquanto não ser isso uma abstração, mas antes um fato, um ato falho, uma realidade possível, ao menos um objeto, a Coisa em Si, e não apenas "A ideia Sobre Coisinha Pobre e Feia, Indefesa". Tu!Zkewrdza Tu e Ut, esse Gato de Botas em cima do muro, sem nada o que fazer!
Há sempre uma parte do problema que, neste campo intelectivo, parece não ter mesmo solução, porquanto está encravada na própria realidade, no cerne da experiência existencial, sendo impossível daí ser abstraída e retratada como uma Maria-mole, mas apenas vivida, experimentada - porque, falar sobre esse problema específico, entendê-lo, explicá-lo, justificá-lo, seria uma coisa ligada à mente, você está me entendendo? E viver esse problema específico é outra coisa completamente diferente - porquanto não ser isso uma abstração, mas antes um fato, um ato falho, uma realidade possível, ao menos um objeto, a Coisa em Si, e não apenas "A ideia Sobre Coisinha Pobre e Feia, Indefesa". Tu!Zkewrdza Tu e Ut, esse Gato de Botas em cima do muro, sem nada o que fazer!
